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Paz em meio ao caos!
Paz em meio ao caos!

 

O momento era dramático. O mestre deles – Jesus – havia sido crucificado. No terceiro dia, como havia prometido, ele ressuscitou. No entanto, os líderes judeus e as autoridades romanas continuavam afirmando que ele não havia ressuscitado, mas que seus discípulos roubaram o corpo. Embora felizes (mesmo sem entender todas as implicações do acontecimento), o sentimento era de medo, dúvida sobre como proceder e receio de que a perseguição se voltasse a eles. Talvez seja por isso que os discípulos se reuniram para ouvir daqueles que afirmavam ter visto o Cristo ressurreto numa sala com as portas trancadas (João 20.19).

Para completar a surpresa, Jesus entrou (passou pela porta trancada, atravessou a parede, simplesmente se “materializou”?). O que importava era que o mestre estava ali, dissipando com sua mera presença dúvidas, afastando medos e renovando a fé dos presentes. Suas primeiras palavras? “Paz seja com vocês!” (verso 19). Não sabemos se os discípulos ouviram essa saudação com a devida atenção. Talvez seus corações estivessem ainda tão atônitos com a ressurreição, pois Jesus teve de lhes mostrar suas mãos atravessadas pelos cravos e seu lado perfurado pela lança. Este era um momento de confirmar a fé, de renovar a esperança, de encorajar corações.

Mas Jesus repetiu: “Paz seja com vocês!” (verso 21). Sim, essa era a saudação tradicional – Shalom! Por que repetir? Por que insistir? Como que completando a frase, Jesus continua: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. Como assim? Jesus estava voltando para liderá-los, não? Ele iria reassumir seu ministério e, agora com provas irrefutáveis, constranger os líderes judeus e expulsar os romanos, certo?

Ao invés de traçar planos, convocar seus seguidores e explicar os próximos passos, Jesus os surpreende novamente, soprando sobre eles e dizendo: “Recebam o Espírito Santo”. Será que com isso eles teriam poder para confrontar os líderes judeus e os odiados romanos? Mas Jesus, conhecendo os anseios e a confusão dos discípulos, complementa: “Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não perdoarem, não estarão perdoados” (verso 23).

Como assim? Agora podemos perdoar pecados? A promessa do Espírito Santo ressoava em seus ouvidos (João 14.15), e lembranças do ensino de Jesus sobre o consolador que viria com sua partida certamente começavam a organizar seus conceitos (João 14.26). Só Deus pode perdoar pecados (até mesmo esses discípulos sabiam disso). No entanto, a partir de agora eles se tornavam mensageiros do perdão. Aqueles que acolhessem sua mensagem seriam perdoados, aqueles que não o fizessem permaneceriam condenados.

Shalom era a essência da tarefa que lhes estava sendo delegada. Eles lembravam (obra já do Espírito concedido?) das palavras seguintes à promessa do Consolador: “Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14.27).

O que significa receber a paz de Cristo para nós hoje? Com certeza nos lembramos da passagem de Romanos 5.1: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Temos paz com Deus, mas infelizmente muitas vezes não temos com nós mesmos. Muitos podem ser os motivos: erros do passado, sonhos frustrados, esperanças destruídas, injustiças sofridas. A realidade é que o mundo em que vivemos é difícil. Jesus foi muito claro ao destacar: “ Eu disse essas coisas para que em mim voc ês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (João 16.33).

No entanto, a promessa da paz permanece. Não só qualquer paz, mas a paz de Cristo! Há uma outra passagem que pode nos ajudar a compreender essa elusiva paz: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6-7).

Neste mundo caótico, que busca constantemente roubar a nossa paz enquanto promete que isso ou aquilo nos trará paz, só existe uma fonte de paz: confiar que nosso Deus é capaz de nos cuidar. Não um cuidar que nos exime de qualquer dor ou desafio – tal promessa, que ainda é feita por alguns, é falsa e enganadora. A promessa de Deus é de um cuidado no meio do combate, no meio de um “vale de trevas e morte” (Salmos 23.4).

Nesses últimos dias, eu tenho andado muito desejoso de experimentar mais desta paz. Não espero que governantes me garantam a paz, não coloco minha confiança em ganhos financeiros, não coloco minha esperança de paz nem mesmo em amigos ou família. Pois, mesmo que muito bem-intencionados, cada um destes é simplesmente incapaz de satisfazer a minha alma.

Minha oração, por você e por mim, é que nestes próximos dias busquemos aquele que é capaz de encher a nossa alma – o nosso Senhor Jesus. Nestes próximos dias, leia e medite sobre o salmo 63, para que compreendamos como nossa alma pode ser nutrida.

 

Fonte: Chamada - Daniel Lima

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