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O amanhã pertence a Deus
O amanhã pertence a Deus

 

Base bíblica:  Tg 4.13-17
“Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.”

Alvo da lição:
Saber: reconhecer que os pro­pósitos humanos ten­dem a ser contrários aos de Deus.
Sentir: valorizar mais propósi­tos de Deus do que os próprios.
Agir: relacionar seus planos de vida aos propósitos de Deus

Meditação diária:
Seg – Sl 139.1-24
Ter – Mt 6.19-24
Qua – Mt 6.25-34
Qui – Sl 90.1-17
Sex – Lc 12.13-21
Sáb – 1Pe 1.3-12
Dom – Sl 34.1-22

Autonomia sempre foi um dos maiores desejos do coração do ho­mem, e autossuficiência, uma das mais nocivas mentiras que ele poderia acreditar. Quase nada é tão destrutivo para o coração do jovem cristão do que a soma desses dois elementos. Compreender que o amanhã pertence a Deus é reconhecer a verdade sobre um Deus Todo-Poderoso e Seu poder para controlar e direcionar todos os acontecimentos. É o que deve atrair o nosso coração e decisões para a dependência total do Pai.

Segundo comentaristas, Tiago se dirige a cristãos comerciantes, fo­cados em obter lucro, autônomos em suas decisões e autossuficientes em relação ao sucesso dos seus negócios. Ao declarar que “o amanhã pertence a Deus”, Tiago desafia o coração dos cristãos a depender totalmente do Senhor, viver pela fé e cumprir os propósitos de Deus, por meio de algumas verdades.

1. Verdades sobre o homem (Tg 4.13-14)

A primeira coisa que precisamos considerar para entender que o “amanhã pertence a Deus” é que o amanhã não pertence a nós.

1.1 Os propósitos humanos (Tg 4.13)

Olhando as pessoas que Tiago trata no texto, é impressionante notar quanto elas estão envolvidas no seu projeto pessoal de vida. Percebemos que se esforçam ao máximo e usufruem de todos os recursos dados por Deus para obterem lucro financeiro. Estão totalmente focadas em seu intento que julgam nem precisar do aval ou do auxílio do Pai para serem bem-sucedi­das. Vivem o engano de pensar que a razão da nossa vida é cumprir os nossos objetivos. Isso é sério, e parece que Deus serve somente para cumprir os propósitos dos homens.

1.2 As limitaçőes humanas (Tg 4.14)

Aceitar a limitação não é uma forma de comodismo ou uma assinatura para a derrota, porém, humildade. Uma definição para humildade é a capacidade de ter uma visão correta sobre si mesmo. Em vários textos bíblicos, somos encorajados a olhar para nossa limitação, pois ela abre espaço para reconhecermos o cuidado de Deus e a importância das pessoas em nossa vida (cf. Mt 6.25-34).

Tiago é enfático ao dizer que uma das nossas maiores limitações é não sabermos o futuro. Por mais que planejemos, está além de nossa capacidade saber como as coisas vão acontecer. O desígnio vem do Senhor (Pv 19.21). A única certeza que temos do futuro ressalta ainda mais a nossa limitação. Sabemos que vamos passar, e está fora de nossa capacidade impedir que isso aconteça. Todos pecamos, e a morte está em nós (Rm 5.12). Isso é irreversível de nossa parte. Nem mesmo lucros e riquezas podem mudar esse quadro. Dependemos de algo além de nós, dependemos de Deus.

Como tem sido o seu dia a dia? Seus planos e objetivos não o estão desgastando demais e parecem nunca chegar? Talvez você esteja indo além de seus próprios limites. É hora de colocá-los nas mãos de Deus.

2. Verdades sobre Deus (Tg 4.15)

Deus é o Dono de todas as coisas, inclusive do amanhã. Ele é o único ser capaz de con­trolar integralmente tudo o que existe, o curso da vida, cumprindo cabalmente o Seu propósi­to e frustrando toda oposição (Dt 4.39; 6.4; 32.39; 1Rs 8.60; Is 45.5; 1Co 8.4).

2.1 O supremo propósito

A grande questão na vida do homem deve ser “o que Deus quer” e não “o que eu quero”. Deus entra na história dos homens para lhes trazer vida. Diferente do que aqueles cristãos pareciam desejar para si, isto é, lucros e riquezas (Tg 4.13), Tiago é claro ao mostrar que o querer de Deus é que vivamos, sobre todas as coisas. Esta é a prioridade de Deus, Seu supremo propósito: que tenhamos vida em abundância (Jo 10.10). Deus é apaixonado pela vida e quer que sejamos também. Ele é tão apaixonado pela vida que a única coisa que nos proíbe é aquilo que verdadeiramente pode nos matar, o “pecado”. O salário do pecado é a morte.

Aparentemente não é errado desejar a felicidade por meio da realização pessoal. Mas não é essa a totalidade da verdade bíblica, porque não vivemos nesta terra para cumprir o nosso propósito. Deus não existe para cumprir nossos propósitos. O desígnio supremo de Deus é usar nossa vida para cumprir a Sua vontade em nós, por meio de nós e apesar de nós, em todo o mundo.

2.2 O supremo poder

Deus é capaz de tudo. Seu poder transcende a nossa realidade e as nossas necessidades (Ef 3.20), ou seja, Ele é capaz de agir da melhor e mais poderosa maneira ao mesmo tempo em todo o universo, na vida de cada pessoa, realizando Sua vontade. Deus controla o mundo natural e o mundo espiritual – anjos e demônios, astros e estrelas. Sua ação é plena, sábia, perfeita, e a única que alcançará plenamente realização. Ele criou todas as coisas e as mantêm pela força do Seu poder. Wayne Grudem resume a capacidade de Deus listando três de Seus atributos, que nem de longe O definem em totalidade, mas nos encoraja a confiar que Deus, de fato, tem o melhor para a nossa vida.

a) Deus é onisciente (Sl 147.4; 139; 1Jo 3.20; Mt 6.8; 10.30) – “Deus conhece plenamente a si mesmo e todas as coisas reais e possíveis num ato simples e eterno”. Se há algo que põe em risco nossa vida, Ele o sabe.

b) Deus é onipotente (Gn 17.1; 18.14; Jr 32.17; Lc 1.37; Mt 19.26) “A onipotência é o atributo de Deus que lhe permite fazer tudo o que for da sua santa vontade”. Se há algo que põe em risco nossa vida, Ele pode nos livrar.

c) Deus é onipresente (Jr 23.23-24; Sl 139.7-10; Am 9.1-4) “Deus não tem tamanho nem dimensões espaciais e está presente em cada ponto do espaço com todo o seu ser; ele, porém, age de modos diversos em lugares diferentes”. Se há algo que põe em risco nossa vida, Ele está ao nosso lado para encarar.

O que você acha que é melhor para si? Quantas vezes você já errou? Se sua opinião difere da opinião de Deus, talvez seja hora de repensar em quem confiar: em você, que já deu provas de ser falho; ou em Deus, que nunca falha?

3. Verdades sobre o amanhă (Tg 4.16-17)

Diante de tais verdades, fica a pergunta: como será o amanhã? Só existem duas respostas, e elas estão sujeitas a quem vamos confiar o nosso amanhã: a nós mesmos ou a Deus?

3.1 A arrogância do homem (Tg 4.16)

Tiago não mede palavras ao dizer que a tentativa de ditar o futuro é pura arrogância dos homens. E pra piorar, ele afirma que nós nos gloriamos justamente nessa arrogância, o que não poderia resultar em outra coisa além do mal.

Não está ao nosso alcance controlar o nosso futuro, mas quando tentamos fazê-lo, es­tamos, na verdade, usurpando o trono de Deus como soberano sobre tudo, inclusive sobre o futuro. O fato de nos gloriarmos é prova disso, pois, além de deixar de lado o propósito do Deus soberano, também tomamos a glória devida a Ele para nós. Confiar nosso futuro a nós mesmos é maligno, isto é, é opor-se totalmente a Deus. A única garantia que tiramos é um futuro longe do Deus da vida. Em outras palavras: morte.

3.2 A esperança de Deus (Tg 4.17)

Estamos cientes do dever de confiar nosso futuro a Deus, mas não o fazemos, antes preferimos confiar em nós mesmos, o que é maligno. Tiago deixa claro o nome disso: pecado. A morte parece inevitável, “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Quando o nosso futuro parece perdido, confiá-lo a Deus é enxergar a esperança que há Nele.

Se o problema do futuro do homem se resume no pecado, Deus proveu a solução por meio de Jesus Cristo. Nele está a esperança da vida eterna, da verdadeira glória! O apóstolo Pedro resume o nosso futuro a partir da esperança de Deus: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácu­la, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.3-5).

É hora de decidir: quem guiará o seu futuro, você ou Deus? Ore ao Senhor e entregue-Lhe seu futuro. Peça-Lhe que guie você em Seus caminhos eternos.

Conclusăo

O amanhã pertence a Deus, assim como a nossa vida. Tentar tomar o amanhã das mãos de Deus é como rejeitar a própria esperança de vida que Ele nos dá. Fica a pergunta: Como você vai encarar o futuro?

 

Autor da Lição: Samuel Cruvinel - Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista “Tiago: Vivendo a Fé Cristã”, da série Adultos.

 

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