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A ascensão meteórica do Google Chrome
A ascensão meteórica do Google Chrome

 

Vamos relembrar a forma como o ousado navegador do Google deixou a concorrência pra trás em poucos anos.

O Google Chrome chegou oficialmente ao mercado no dia 02 de setembro de 2008, com o lançamento da versão beta do navegador. Naquele momento, o Internet Explorer, lançado em 1995, mantinha sua posição dominante – com 73,75% de quota de mercado, seguido pelo Firefox, com 18,41% do mercado mundial de navegadores.

A escalada para o que resultou no Chrome começou alguns anos antes, com a criação do projeto de código aberto Chromium. Ele seria a base de design e desenvolvimento para o navegador do Google e também para o seu sistema operacional, o Chrome OS. Desde o início a gigante das buscas tinha o objetivo de revolucionar o mercado de navegadores, assim como fez com o seu motor de buscas.

Essa revolução seria calcada em um browser mais estável, veloz e com uma usabilidade mais agradável ao usuário. O foco não devia ser o navegador, e sim os recursos da web.  No lançamento o Google fez questão de destacar essa filosofia: “é simplesmente uma ferramenta para alcançar o que realmente importa – as páginas, sites e aplicações que formam a web”.

Outro pilar fundamental para o desenvolvimento do Google Chrome foi outro navegador que despontava no mercado: Firefox. O Google mantinha um acordo com a Fundação Mozilla para que o seu motor de buscas estivesse implementado no navegador do panda vermelho (Sim, o animal que simboliza o Firefox não é uma raposa, e sim um panda vermelho!) A receita publicitárias proveniente das buscas era dividida entre as companhias.

Um modelo claro de win-win. O Google ganha receita e mantém sua posição dominante como buscador e o Firefox também recebe uma baita grana. A parceira foi interrompida em 2014, com a decisão do Firefox em adotar o Yahoo. No entanto, em 2017, retornou para os braços do Google, com o lançamento do Firefox Quantum. Voltando ao contexto da época de desenvolvimento do Chrome, no livro “A verdade por trás do Google” (Editora Planeta/ 2013), o autor, Alejandro Suaréz Sanchez-Ocanã, explica que devido a essa relação bem próxima com a Fundação Mozilla o Google estudou muito bem o terreno que estava entrando.

“É que enquanto o Google oferecia apoio técnico e financeiro ao Firefox, seus engenheiros estavam aprendendo com eles. A colaboração com a Fundação Mozilla não era tão desinteressada como poderia parecer à primeira vista. Nesse momento, estavam preparando seu próprio navegador; e que melhor maneira de fazer isso do que descobrindo como funcionava aquele que seria seu futuro concorrente?”, explica o autor.

A união entre um navegador que não tentou ser mais importante que a web e esse conhecimento prático que os engenheiros do Google puderam obter com o Firefox, que estava no mercado desde 2004, foram fundamentais para a ascensão meteórica do Chrome.

No ano em que o Google Chrome foi lançado o Firefox comemorava o feito de ter ultrapassado pela primeira vez em sua história a marca de 20% de mercado. Um ano após seu lançamento, o navegador da Mozilla chegava a 30,5% de quota de mercado, enquanto o Chrome e o Safari, navegador lançado pela Apple em 2003, estavam praticamente empatados, com uma média de 3%.

No ano seguinte a virada de mesa do Chrome começava a se desenhar. Apenas 16 meses desde seu lançamento, o navegador do Google tomou o lugar do Safari, ocupando a terceira posição entre os navegadores mais utilizado no mundo.

Em 2011 o Chrome já era o navegador mais popular do Brasil, registrando 39,81% de participação de mercado, seguido pelo Internet Explorer, com 34,43%. O Firefox ficou na terceira posição (23,83%). No penúltimo mês deste ano foi a primeira vez que o Chrome ultrapassou o Firefox no ranking mundial. Em 2012 o Google Chrome ultrapassou de vez o Firefox e o Internet Explorer, que reinava desde 1999.

 

 

Do topo do pódio o Chrome não saiu mais. O Google viu a participação de mercado de seus concorrentes diminuir e o seu navegador avançar de forma avassaladora. Atualmente o Chrome ostenta 70,71% de quota de mercado, seguido pelo Firefox (9,76%) e Safari (5,64%). A quota de mercado que o Chrome tem hoje é praticamente a mesma que o IE detinha quando o Google entrou no mercado de browsers.

Ultrapassar o Internet Explorer foi um feito extraordinário para a gigante de Mountain View. No livro “Como o Google Funciona” (Intrínseca / 2015), Jonathan Rosenberg, ex-vice-presidente sênior de produtos do Google e atual conselheiro do CEO da Alphabet Inc, explica que Eric Smitch, executivo fundamental para a ascensão do Google em diversas frentes, costumava dizer que a Microsoft viria para cima, onda atrás de onda. Assim como a Microsoft tentou ameaçar o Google no mercado de buscas, o Google foi com tudo pra cima da empresa de Bill Gates no mercado de navegadores e marcou território.

 

Fonte: Hardware - WILLIAM R. PLAZA